No Brasil, são mais de 700 mil peladeiros. A linha tênue entre um peladeiro comum e o peladeiro de elite é a capacidade de ser excelente em qualquer momento. Inclusive nos momentos de maior pressão. É por isso que existe o Pés na Cova: grupo de peladeiros que se juntam no final de semana para jogar uma bolinha. Se você consegue suportar a pressão dos jogadores Pés na Cova tem tudo pra se tornar um peladeiro de elite. Sim, pois não é fácil suportar, Deraldo, Luiz Esquenta, Rafael Emerson, Vovó Mafalda e cia. Na teoria, os pés na cova são o que há de melhor no mundo peladeiro futebolístico. Isso na teoria. Na prática é uma coisa completamente diferente.
Para se tornar um Pés na Cova, não é fácil. Tem que passar por um estágio probatório, provar que agüenta pressão e que tem cabeça e coração de Pés na Cova. No ano que eu entrei se inscreveram mais de 50 aspiras pés na cova. Mas ao final do ano restaram apenas 5. Não era fácil. A pressão era absurda. Escutei muito o pessoal da antiga diretoria intimidando os aspiras; gritando pra eles pedirem pra sair. Mas eu tinha a cabeça e o coração de Pés na cova. Resisti até o final.
E nas quatro linhas, pés na cova não admite erros. O jogo tem que ser perfeito. Bola rolando e jogadores bem posicionados. Tudo com estratégia. Pés na cova, num vai tudo pro ataque na loucura. Progride com estratégia. De pouco em pouco. Pra quem num conhece os pés na cova, pensam que são um bando de pernas-de-pau, arruaceiros e fanfarrões. E nos vêem como uma ceita. Mas, confesso que é necessário. Precisamos sempre separar o joio do trigo. Pés na cova é sempre Pés na cova. Quando eu entro em campo eu entro de colete vermelho, “cumpádi”, e só entro pra ganhar.
É comum encontrarmos jogadores que não merecem vestir o colete vermelho. No pés na cova não entra peladeiro corrupto e fanfarrão. No pés na cova só entra quem tem cabeça e coração de pés na cova. Quem é fanfarrão, sofre na mão dos juízes, da diretoria e dos próprios companheiros. Até mostrar pra todo mundo que é um fraco, um merda e gritar bem alto pra todo mundo saber: “EU DESISTO!!!”. É amigo, pra ser Pés na cova tem que agüentar pressão. Abaixo, uma cena que não me deixa mentir.

Até quando ele agüenta toda essa pressão?
É um “muleque” mesmo esses PNC que não agüentam pressão. Tem uns que ficam levando tortinhas salgadas pra tentar agradar a Direção, fica levando a mãe pra não estar sendo humilhado na frente do pessoal.
Um absurdo!!!
Tem de pedir pra sair. Jogador sem técnica, sem habilidade, não pode ser PNC.
Não basta só vontade, tem de ser elite. E ser elite é ser Pé na Cova, ser Pé na Cova é ser bom e não ser corrupto, não ser reclamão, não choramingar de tudo que acontece em campo, ser Pé na Cova é ser forte, não viver levando cartão por causa de choro.
É falar com o Juiz se impondo e não implorando.
Ser Pé na Cova é um estado de espírito.
Por: Braguinha em Novembro 20, 2007
às 3:38 pm
PS: PNC=PÉS NA COVA
Por: Braguinha em Novembro 20, 2007
às 4:21 pm
ok não vou mais levar nem cerveja e nem tortas pra galera eu vou dar é porrada
Por: Rafael em Novembro 20, 2007
às 7:16 pm
Rapaz… falar que levou tortinha pra comprar a diretoria foi jogar baixo demais! Mas a torta tava boa! E se ficar levando direto, eu toco a bola e faço ele fazer muitos gols!
É claro que eu tô brincando! Eu sou Pé na Cova! Não aceito suborno! E não sou muleque!!
Por: Rafael Calheiros em Novembro 20, 2007
às 10:49 pm
Esse Muleque agora vem com ameaças. Pé na cova não dá porrada em Pé na Cova.
Pé na Cova joga bonito!
Peça pra saiiiiiiiiiir, Muleque.
OBS: não deixe de levar a tortinha, não. É o que está segurando sua vaga. ehehe.
Por: Braguinha em Novembro 21, 2007
às 11:14 am